LIBERDADE DE EXPRESSÃO   

Exemplo de imagem
Você se sente inibido em expressar seus sentimentos ou opiniões? Sente-se desconfortável quando age de forma solta ou desinibida? Têm a tendência a sempre tentar agradar os outros e acaba esquecendo-se de si? Sente-se emocionalmente travado? Sua vida não tem cor, alegria ou sabor? Todas essas características podem ter suas raízes na infância quando não foi dado a criança a possibilidade de se expressar de forma espontânea. Toda criança precisa para se tornar um adulto saudável, ter o direito à sua auto expressão.

Auto expressão diz respeito à liberdade de expressarmos nossas necessidades, sentimentos (bons e ruins) e aptidões. Ela implica que nossos pais e cuidadores acreditem que nossas necessidades têm valor e que merecem ser expressadas. As crianças precisam a liberdade para serem elas mesmas, livres, barulhentas, espontâneas e sem excesso de restrições. Liberdade para irem atrás de atividades e interesses que as fazem felizes (óbvio com limites realistas e supervisão). Os pais não são excessivamente austeros e críticos com os filhos. Num lar equilibrado os desejos e necessidades dos pequenos é considerado na dinâmica familiar, é permitido que eles expressem suas emoções como alegria, tristeza e raiva. Há obrigações, mas também há tempo para espontaneidade e lazer. Há risos e choros, e há também o acolhimento e o consolo dos pais.

Quando a família não permite essa liberdade, não permite a espontaneidade, onde há um excesso de regras e punições ou se atribui culpa à criança quando essa se expressa. Há uma grande hipótese dela se tornar um adulto envergonhado e inibido. Onde a supressão dos sentimentos será a regra gravada no inconsciente. Toda vez que existir um movimento em direção à espontaneidade, existirá também uma sensação de desconforto e vergonha. Uma espécie de juiz interno de plantão, pronto a recriminar qualquer tentativa de improvisação. Um juiz austero, com um cinto na mão, sempre pronto a gritar: engole o choro ou tire o sorriso dessa cara.

Pessoas assim tendem a subestimar seus próprios sentimentos e, para fazer isso colocam os interesses dos outros como prioridade. Têm a tendência a cuidar de todos para não se ocupar de si próprio. Não aguenta ver ninguém sofrendo, irá se auto sacrificar para aliviar a dor do outro.

Outra válvula de escape é focar no trabalho de maneira metódica e obsessiva. A pessoa pode se tornar um workaholic. Já que sua vida social e sentimentos não são importantes, seu trabalho ocupará lugar de destaque.

Mas todas essas estratégias de focar o trabalho, se priorizar os outros, de se vigiar o tempo todo são apenas curativos ou remendos frágeis. No fundo, a pessoa sente que há algo errado com ela, sente-se emocionalmente travada, sente-se infeliz, que, no fundo, ninguém a conhece de verdade. A inibição emocional rouba a cor da vida. Torna a vida chata e sem entretenimento, não há riso, relaxamento e prazer. Outra característica marcante é que pode existir uma grande dose de ressentimento dentro da pessoa. Já que ela não consegue expressar raiva ou indignação, ela engole muita coisa, gerando muita raiva e frustração contidas. E, assim como um vulcão que entra em erupção, a pessoa em situações especificas pode explodir quase perdendo o controle.

Podemos concluir dizendo que hoje em dia caminham pelas ruas de todos os países milhares de Leonardos da Vinci, Picassos e Michelangelos, mas que, por terem vivido em lares repressores, tiveram sua criatividade suprimida e sufocada.
Participe do meu grupo no WhatsApp! Orientações exclusivas, para quem quer desbloquear os motivos inconsciente que sabotam sua vida e Felicidade.
Feito com
Logo da Klickpages