TEMPERAMENTO E EXPERIÊNCIAS INFANTIS PODEM SER A RAIZ DE CICLOS DE SOFRIMENTOS VIDA ADULTA

Exemplo de imagem
1- Quantas vezes você já tentou mudar um comportamento que te prejudica, e desistiu?

2- Você sabe qual o peso do seu temperamento na forma como você lida com sua vida?

3- Não entende porque parece que você é sempre atraído para roubadas e num ciclo de sofrimentos?

Leia o artigo e entenda sobre o assunto:

O resultado final da visão que o indivíduo adulto possui do mundo, de si mesmo e das pessoas foi desenvolvido na infância e decorre da interação entre seu temperamento e as suas experiências infantis.

Jonh Locke, filósofo inglês que viveu nos anos de 1600 dizia que o homem nasce como uma folha de papel em branco, uma tábula rasa como ele chamava. Segundo Locke, as experiências da vida iam sendo escritas nessa folha e determinando nossas crenças. Mas hoje em dia sabemos que isso é verdade apenas em parte, porque sabemos que existe algo que já vem de fábrica, determinado geneticamente, que é o nosso temperamento.

O temperamento fará uma grande diferença na maneira como vamos interpretar, reagir e internalizar as nossas experiências infantis. Ele representa a predisposição emocional com que nascemos para lidar com os eventos da vida. O temperamento explica porque muitas vezes crianças criadas no mesmo ambiente , passando pelas mesmas dificuldades podem reagir de maneiras extremamente diferentes .Por exemplo irmãos que foram abusados ou agredidos na infância , um deles se torna um abusador e o outro se torna profissional de saúde , cuja missão é cuidar dos outros .

O temperamento humano possui algumas dimensões, podendo ser tímido x extrovertido, passivo x agressivo, emocionalmente introspectivo x emocionalmente intenso, ansioso x audacioso, sensível x insensível. Pense nessas dimensões como um espectro, ou seja, não são dois pontos fixos, se não é sensível é insensível por exemplo. Podemos nascer com uma dimensão em qualquer ponto entre estes dois polos. Isso explica a grande variedade de comportamentos que crianças criadas no mesmo ambiente podem ter.

O resultado final, ou seja, o modo como a criança irá desenvolver sua visão de mundo, de si mesmo e das pessoas, será decorrente da interação entre seu temperamento e as suas experiencias infantis. Suponha o seguinte exemplo, uma criança com temperamento tímido vivendo em um ambiente de pais agressivos, autoritários e sem afeto. A criança se tornará ainda mais tímida, introvertida e insegura. Suponha seu irmão com um temperamento agressivo, ele provavelmente em algum ponto irá se rebelar contra o abuso, poderá fugir de casa, se envolver com drogas ou com más companhias. O temperamento, em última instancia será o fiel da balança que indicará para onde a criança irá pender.

Da interação entre o temperamento e as experiências infantis, surgirão as crenças limitantes ou segundo a Teoria de Jeffrey Young, os esquemas desadaptativos. Segundo Young, conforme esses esquemas vão se estruturando de acordo com a vivência e da interação da criança com seus cuidadores, vai se formando o seu modelo interno de funcionamento. Todo o arcabouço de crenças e esquemas criam esse modelo de trabalho, cuja função é todo o tempo fazer previsões sobre o ambiente e de suas próprias reações e gerar expectativas. Imagine uma pessoa com crenças de baixa autoestima, chegando numa sala de aula atrasado, e alguém dá uma risada por algum motivo aleatório. Essa risada será analisada por esse modelo e a conclusão é que a pessoa riu dela, e, por isso há de fato algo de errado com ela. A pessoa analisou a risada e criou uma interpretação equivocada dela, mas que se encaixava no seu modelo mental disfuncional. E essa interpretação errada acaba reforçando aquele esquema doentio, fortalecendo-o.

Esquema, segundo Young, é um padrão de funcionamento que se inicia na infância e se perpetua por toda a vida, começa quando a criança tem alguma de suas necessidades básicas não atendidas. Eles determinam com pensamos, agimos e nos relacionamos com os outros. Eles estão no núcleo do autoconceito da pessoa, guardados em nossas memórias mais profundas. São causados por padrões repetitivos de experiências negativas as quais as crianças são submetidas. Como eles estão em nossas memórias profundas, não temos acesso a eles de maneira consciente.

Os esquemas lutam para sobreviver e são atraídos por situações ou pessoas que os ativam, embora eles sejam dolorosos, trata-se de uma dor familiar, uma dor que a pessoa conhece e por isso são difíceis de mudar. Os esquemas explicam porque existem pessoas que são de certas formas atraídas para situações ou para relacionamentos onde irão sofrer ou ter dificuldades, mesmo quando todos a sua volta fazem alertas.
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